Constantemente tenho a sensação de te perder ao mesmo tempo em que você nem sequer me pertence. Constantemente esboço uma careta e fico cada vez mais retraída quando os carinhos de alguma outra pessoa começam a me assustar. Constantemente me sinto só. Sozinha com meus milhares de papéis e desenhos que supostamente irei te mostrar um dia.
Mentira. Eu jamais te mostrarei meus papéis e meus desenhos com pensamentos inseguros. E medrosos. E solitários. E ridículos. Isso significaria me quebrar. Significaria transformar em nada o absurdo vazio que sou. Significaria cegar meus olhos que não tenho coragem de abrir. Significaria me empurrar oxigênio e me matar por não conseguir respirar.
→ (Sweetheart) Daisy.
